Que eu sou uma pessoa super-controlada, acho que não era novidade para ninguém que interage comigo no dia-a-dia. Já fui chamada de metida na escola – por fazer evitação social mesmo, já fiz papel de paciente com TPOC em grupo de demonstração para psis, já ganhei até crachá de TPOC para ser exemplo em aula de Transtornos de Personalidade (bullying promovido por @julianamassapust). E comecei a estudar RODBT e vi que caramba, tinha jeito para eu trabalhar o que sempre me incomodou e atrapalhou minhas interações sociais e por vezes até resoluções de problemas.
Mas trabalhar de uma maneira muito racionalizada tinha lá suas restrições, estratégias essas que já tinha tentado, evoluía e depois faltava algo mais. Cheguei no grupo e pá – foi tapa na cara atrás de tapa na cara – precisei jogar minha racionalização de escanteio e fui jogada no meio da experiência. Logo no início já foi tiro, porrada e bomba, com autoinvestigação e trabalho com os mitos que englobam as relações, foi pesado, mas super (re)construtivo. A primeira pedra no caminho acho que foi a atividade sem planejamento, só quando cheguei no grupo e relatei que percebi que mesmo a ação não planejada foi planejada (puê), e aí as dificuldades foram ficando cada vez mais evidentes.
Mas o trabalho ser em grupo foi fundamental para lidar com essas dificuldades evidentes. O grupo ia compartilhando também as suas dificuldades e ia vendo que eu não era a única super-controlada (sim, era um grupo só de profissionais de saúde e caramba como temos super-controlados!). De maneira por vezes jocosas íamos relatando nossos déficits e traçando juntos possibilidades para abertura e flexibilizando, palavras que a meu ver são as chaves do treinamento e me abrem as portas para a autoinvestigação sempre que preciso 😉.
Findado o grupo, sim são muitos encontros mas eles finalizam (rs), só tenho a dizer que a experiência foi incrível! Continuo usando as técnicas aprendidas (técnicas para a vida né) e a tribo do nosso grupo continua firme e forte 😁.