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Meu paciente está em crise? E agora?

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Há um mito entre profissionais que atendem pessoas de perfil supercontrolado de que essas pessoas não tem crises emocionais ou passam por oscilacoes emocionais.
Mas eu preciso te dizer que isso é zero verdade, e, inclusive, a RO DBT apresenta um protocolo de manejo de crise. Então, vamos conhecer o que você deve observar e como manejar a crise e ajudar o seu cliente.

Os princípios e as estratégias de intervenção em crise discutidos nesta seção concentram-se no manejo de comportamentos iminentes de risco de vida com um cliente logo na primeira sessão, mas também podem ser aplicados a situações semelhantes de alto risco se ocorrerem posteriormente na terapia. O protocolo é ativado sempre que um cliente relata um comportamento iminente de risco de vida, mas não está disposto a assumir o compromisso do terapeuta de não se matar antes da próxima sessão agendada. Embora, em geral, as etapas descritas aqui pretendam ser sequenciais, nem todas as etapas precisam ser incluídas.

Lembre-se: pessoas supercontroladas são cautelosas, preferem a estabilidade e não gostam do caos. Dessa forma, as tentativas de CASIS tendem a ser pesquisadas e planejadas, organizadas e sem muito alarde.

Passo 1– Agradecer o cliente por ter sido honesto e vincular ao progresso terapêutico (presente da verdade).
Passo 2 – Avaliação de fatores de risco, desencadeantes e comportamento problema.
Passo 3– Incentive a crítica: É possível que o profissional tenha deixado passar algo importante ou que possa ter contribuído para o problema.
Passo 4- Validar o que é válido: “Com base em sua história, é compreensível que você esteja desesperado”.
Passo 5 – Sinalize preocupação e abertura: sinalize carinho expressão sua preocupação e equilibre com sinais de abertura, tais como gestos de não-dominância.
Passo 6 – Tire o calor/atenção (heat off) da sessão: o objetivo de uma pequena pausa e mudança no contexto físico é fornecer ao cliente o tempo e o espaço para regular e reconsiderar como ele está se  comportando, sem dar muita importância a isso.

O objetivo é fazer com que o cliente saia da crise e seja possível retomar a agenda de alvos de tratamento.

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Escrito por Juliana Massapust

Doutora em Neurociências pela UFF. Psicóloga pela UFRJ. Certificação em Terapia Comportamental Dialética (Behavioral Tech) e em Terapia Comportamental Dialética Radicalmente Aberta (Radically Open) e Treinamento de Habilidades em DBT (Vincular). Gestora da RO DBT Brasil. Aperfeiçoamento em Terapias Contextuais, Formação em Terapias Contextuais, em Transtornos Alimentares e Obesidade e Terapia Cognitivo Sexual.

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